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Perguntas e repostas sobre a Irradiação de alimentosPergunta: Comer alimentos irradiados é seguro? Resposta: Não. · Os alimentos irradiados têm causado milhares de problemas sérios de saúde em animais de laboratório (assim como em pessoas, nos poucos estudos realizados), incluindo morte prematura, danos genéticos, nascimentos sem vida e outros problemas reprodutivos, danos nos rins, câncer, tumores, sangramento interno, baixo peso ao nascer e carências nutricionais. · A irradiação pode levar à formação de Unique Radiolytic Products - URPs (Produtos Radiolíticos Únicos -PRUs) que são compostos químicos enigmáticos que ainda não foram adequadamente identificados ou estudados no que tange ao risco que representam para a saúde humana. Recentemente se descobriu que um desses produtos químicos, chamado 2-DCB, causa danos genéticos em ratos e em células humanas. Este produto químico é um subproduto da radiação do ácido palmítico, um tipo de gordura que, em tese, existe em todos os alimentos. · A irradiação leva à formação de radicais livres, e estes podem detonar reações em cadeia no corpo que destróem os anti-oxidantes, rompem as membranas celulares e o deixam mais suscetível ao câncer, diabetes, doenças cardíacas, danos no fígado, falência muscular e outros problemas sérios. · A irradiação não contribui de nenhuma forma para a remoção das fezes, urina, pus, vômito e tumores que com freqûência ficam na carne de boi, de frango e de ovelha depois do seu processamento em matadouros imundos e desumanos. Estas condições têm piorado porque o governo permitiu às empresas aumentar o número de carcaças processadas por hora, lançando mão de um aumento na velocidade das correias de transporte (mais de 300 bois por hora e cem frangos por minuto). A fiscalização pública nos matadouros também se viu reduzida. · A irradiação pode gerar formas mutantes de E. coli, Salmonella e outras bactérias nocivas, tornando-as mais difíceis de matar. · A irradiação destrói vitaminas, nutrientes, e ácidos graxos essenciais, por exemplo até 80% da vitamina A presente nos ovos, e metade do beta-caroteno do suco de laranja. Em alguns alimentos, a irradiação pode intensificar a perda de vitaminas e nutrientes decorrente do cozimento, deixando-os totalmente desprovidos de calorias. · A irradiação pode levar à formação de carcinogênicos e mutagênios conhecidos e suspeitos, incluindo benzeno, etanol, hexano, metiletilcetona e tolueno. · A irradiação pode corromper o sabor, a textura, e outras propriedades físicas de alguns alimentos, fazendo com que a carne cheire a cachorro molhado, as cebolas fiquem marrons; e os ovos com consistência líquida, dificultando seu uso na cozinha. · A irradiação mata microorganismos benéficos, como as leveduras e mofos, que ajudam a evitar o botulismo, assim como os microorganismos responsáveis pela produção dos odores que indicam o (mau) estado de conservação dos alimentos.
Pergunta: As instalações onde se dá o processo de irradiação são seguras? Resposta: Nem sempre. · Segundo a U.S. Nuclear Regulatory Commission (Comissão Regulamentadora Nuclear dos EUA), foram registrados, entre 1974 e 1989, 45 acidentes e violações em usinas de irradiação nos Estados Unidos (suprimentos alimentares e médicos), sendo que pelo menos dois deles foram encobertos por executivos das companhias de irradiação, tendo sido alguns desses executivos acusados criminalmente em tribunais federais, além de sofrer prisão. · Os trabalhadores das usinas de irradiação estão expostos a riscos radioativos perigosos. Vários morreram ou foram expostos a doses quase fatais de radiação em instalações de todo o mundo. · Algumas usinas de irradiação emitem ozônio no ambiente, formando smog (fumaça) que se aloja próxima ao chão. · Após vários anos de uso, as usinas que utilizam cobalto-60 radioativo precisam ser reabastecidas e colocam em perigo os vizinhos e o meio ambiente. A maior parte do cobalto-60 é extraído de minas no Canadá e precisa ser transportado por longas distâncias, aumentando a probabilidade de acidentes envolvendo materiais radioativos. · O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos está auxiliando uma empresa privada no desenvolvimento de uma máquina de irradiação que usa césio 137, perigoso dejeto radioativo oriundo da produção de armas nucleares. Em 1988, um container de césio 137 teve uma perda de radiação em uma usina perto de Atlanta, demandando um gasto de US$ 40 milhões vindos do contribuinte, a fim de limpar os resíduos. Vários milhares de containers de suprimentos médicos e alimentares radioativos chegaram ao mercado, sem ter sido jamais recolhidos. · A irradiação estimula a proliferação de tecnologia nuclear, numa conjuntura histórica em que a grande maioria dos norte-americanos e das pessoas de todo o mundo exigem a diminuição do uso de material nuclear. Uma companhia associada a uma empresa de equipamentos canadense (MDS Nordion), que possui uma instalação na Florida, Estado da Califórnia, (Food Technology Services, Inc) vendeu tecnologia nuclear à China, Índia e Paquistão.
Pergunta: Antes de legalizá-la, as autoridades americanas estudaram detalhadamente a irradiação? Resposta: Não. · A FDA baseou-se em somente 7 dos mais de 400 estudos científicos existentes para determinar que os alimentos irradiados são seguros para o consumo. Desses 7, somente três foram veiculados em publicações periódicas reconhecidas. Os pesquisadores usaram doses de irradiação iguais ou inferiores àquelas aprovadas pela FDA em dois desses estudos, tornando-os parcial ou completamente inúteis. Três desses estudos estavam escritos em francês, não tendo, a FDA, suas traduções para o inglês.Foram rejeitados pela agência aqueles estudos que colocavam questionamentos acerca da segurança da irradiação. · Em decisões subseqüentes, a FDA se baseou em diversos estudos que seus próprios cientistas haviam declarado "deficientes". · Ao legalizar a irradiação, a FDA não seguiu suas próprias regras e regulamentos, segundo as quais é necessária a realização prévia de testes toxicológicos complexos. Em 2000, por exemplo, a FDA legalizou a irradiação de ovos, sucos e sementes em germinação sem possuir dados toxicológicos específicos a respeito desses alimentos. · A FDA conduziu um processo de avaliações em ritmo acelerado, aprovando a aplicação, por parte das empresas, de irradiação em alimentos. Em pelo menos um caso, reconheceu que, quando expostas a radiação, certas embalagens podem não ser seguras. · Não se realizou estudos de longo prazo para auferir as conseqüências da ingestão de alimentos que sofreram irradiação. A FDA admite o problema, contudo, não tomou nenhuma providência a respeito.
Pergunta: As pesquisas sobre irradiação de alimentos são confiáveis? Resposta: Nem todas. · As pesquisas realizadas nas universidades públicas são, cada vez mais, financiadas pelo setor privado. Um proeminente professor da Iowa State University, que tem pesquisado, ao longo dos anos, a irradiação de alimentos, foi recentemente contratado pela Titan Corporation, uma empresa de irradiação de destaque (que historicamente contratou defensores). Além disso, a Titan recentemente fechou contrato de pesquisa com a Texas A&M University. · Grande parte das pesquisas pioneiras sobre irradiação de alimentos desenvolvidas durante as décadas de 60 e 70 foi realizada por uma empresa contratada pelo exército, que acabaria sendo depois condenada em decorrência de resultados fraudulentos em outros projetos de pesquisa. · Durante os últimos 20 anos, se fez pouquíssimos testes toxicológicos em alimentos irradiados. Deveria-se realizar novos testes, lançando mão, para isso, da superioridade dos métodos científicos atuais.
Pergunta: A irradiação de alimentos é positiva para a economia ? Resposta: Não. · . A irradiação de alimentos confere todas as vantagens às empresas gigantes que podem financiar esta tecnologia proibitivamente cara em detrimento das empresas varejistas. Também prejudica a produção, processamento, distribuição e marketing de alimentos. Neste processo o mercado de produtos alimentícios fica ainda mais homogeneizado e os produtores familiares são colocados numa situação de maior desvantagem. · Um alto funcionário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, recentemente declarou em público que o "livre comércio", segundo o conceito da Organização Mundial do Comércio, e de outras organizações internacionais, seria "impossível sem a irradiação". Se o governo dos Estados Unidos permitir a entrada de alimentos irradiados importados -como foi proposto recentemente- aumentará a proporção de frutas, vegetais e carnes vindos de outros países. Adicionalmente, pode-se prever a perda de diversos postos de trabalho no setor agrícola, levando, ainda, muitas propriedades rurais a fechar. Vale ressaltar, também, que estes alimentos importados serão mais velhos, mais insossos, e menos nutritivos do que os alimentos produzidos nos Estados Unidos. Somente no Brasil, que é considerado "a cesta de frutas do mundo", estão sendo projetadas 24 usinas de irradiação -com capacidade suficiente para irradiar vários bilhões de quilos de alimentos por ano. · A irradiação provoca um acréscimo desnecessário no custo dos alimentos, sendo que há alternativas mais baratas disponíveis. Um levantamento desenvolvido recentemente pelo Center for Science in the Public Interest, constatou que a carne moída de boi irradiada é vendida no meio oeste norte-americano por até 75 centavos a mais por cada 450 gramas -preço 40% superior ao da carne de boi não irradiada. Outra constatação foi a de que a carne irradiada contém cerca de 25% de gordura..
Pergunta: As informações que os consumidores estão recebendo a respeito da irradiação são dignas de credibilidade? Resposta: Não. · As empresas de irradiação têm sido cada vez mais bem sucedidas na tarefa de persuadir a mídia a comparar o processo de irradiação com o de pasteurização, enquanto, na verdade, este último é um processo totalmente diferente, no qual os microorganismos são exterminados por meio do aquecimento e posterior resfriamento rápido dos alimentos. A Public Citizen moveu, junto à U.S. Federal Trade Commission, uma ação por propaganda enganosa contra duas empresas produtoras de carne -Omaha Steaks e Huisken Meats- que usaram a expressão "pasteurizado eletronicamente", ou simplesmente não mencionaram em seu material publicitário o fato de que seus produtos sofriam irradiação. · Empresas que usam a tecnologia de "feixe de elétrons", como a Titan Corporation estão tentando se diferenciar daquelas que utilizam raios gama provenientes de fontes radioativas. Isto é muito enganoso, já que tanto o "feixe-e" (elétrons disparados por um acelerador linear, quase à velocidade da luz) quanto os raios gama (ondas eletromagnéticas de alta freqüência) são formas de radiação ionizante -isto significa que eles destróem as ligações que mantém a coesão em átomos e moléculas, formando, assim, novos compostos químicos e eliminando os nutrientes. · Além disso, a Titan e outras empresas de irradiação comparam o processo de irradiação de alimentos com o cozimento dos mesmos num forno de microondas. Esta comparação é falsa. A radiação usada para irradiar alimentos é ionizante, o que significa que muda drasticamente a composição química do alimento. A radiação do forno de microondas não é ionizante, ou seja, a estrutura química do alimento permanece praticamente inalterada. · Muitos defensores "imparciais" da irradiação de alimentos, são, na verdade, representantes do setor alimentício. O American Council on Science and Health é um exemplo. Financiado por empresas, é presidido por A. Alan Moghissi, que adota posturas contrárias ao meio ambiente e ao consumidor, como se opor à remoção do amianto das escolas, e afirmar que níveis mais altos de dióxido de carbono na atmosfera seriam positivos para o setor agrícola.
Pergunta: Os vegetarianos deveriam preocupar-se com a irradiação? Resposta: Sim. · As processadoras de alimentos não estão irradiando somente a carne. Também estão sendo irradiados frutas e vegetais, cujos nutrientes sofrem destruição equivalente ou superior à sofrida pela carne. Temperos como o pó de alho e o extrato de pimentão estão também sofrendo irradiação, e podem ser acrescentados a alimentos industrializados, sem que isso conste no rótulo. · A irradiação não contribui de nenhuma forma para evitar que a E.coli e outras bactérias igualmente perniciosas contaminem suprimentos de água potável. Em maio passado, água contaminada com E.coli matou pelo menos sete pessoas e deixou outras 2000 doentes, em Ontario, Canadá. · Atualmente não são permitidos frutas e vegetais importados irradiados. No entanto, está em processo de aprovação no USDA (United States Department of Agriculture) o uso da irradiação como meio de controle do gorgulho e de certas moscas da fruta. Considerando que 25% do total de vegetais e frutas consumidos nos EUA são importados, constata-se que essa parcela poderia, eventualmente, acabar sendo irradiada. Para mais informaçoes Contate- nos: cmep@citizen.org Programa de Energia de Massa Crítica e Meio Ambiente more resources
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